segunda-feira, 12 de março de 2012

[Coluna] Da Terra do Sol Nascente #5 - Vagabond - Takehiko Inoue


Vagabond
Takehiko Inoue
Editora no Brasil: Conrad Editora
Gênero: Ação, Histórico, Seinen
Volumes: 300 Capítulos divididos em 33 volumes.

Bem, nessa Da Terra do Sol Nascente, eu quis pegar um mangá Histórico, então estava na dúvida entre o Vagabond, o Gamaran, que também conta a história de um espadachim na época do Japão feudal, e o Vinland Saga, que fala da história de um garoto filho de um dos maiores guerreiros vikings, em sua busca de vingança pela morte de seu pai.

No final acabei pegando o Vagabond mesmo, por ser o único desses três mangás que conta a história de um personagem real, Musashi Miyamoto.

Vagabond é um mangá que mistura aventura, comédia e lutas espetaculares com espadas, porém, em momento algum, os personagens se tornam Super Saiyajins (quer dizer que ninguém vira o demônio do nada e começa a bater em todo mundo, o que acontece na grande maioria dos mangás shounen e seinen).

Posso começar falando sobre nosso personagem principal, o Musashi Miyamoto, e é o que eu farei. Para aqueles que não sabem, Musashi Miyamo foi simplesmente o maior samurai e espadachim de todos os tempos, ou assim é considerado no Japão. Ele foi o fundador do estilo Niten-Ryu, que é a luta com 2 espadas. Suas habilidades com a espada eram incomparáveis, ou melhor, quase incomparáveis, já que ele tinha um único rival à sua altura, Sasaki Kojirou, um samurai que adotava um estilo raro de espada longa.

Existem registros de vários duelos entre ele e o Musashi, mas o mais famoso foi o final, na qual Musashi mata Kojirou (Isso não é spoiler tá? É um fato histórico, mesmo).
Musashi é tratado de forma extremamente romantizada no mangá, talvez pelo fato de se basear em livro de Eiji Yoshikawa, então Musashi é retratado como o estereótipo de ronin, o samurai viajante, que fazia seu nome em duelos, meio vagabundo, mulherengo e extremamente habilidoso com a espada.

Agora devo falar um pouco mais do Kojirou, pois ele acaba se tornando um personagem tão importante quanto o Musashi. Kojirou é um samurai surdo (Essa foi uma pequena modificação que Takehico fez em relação à obra de Yoshikawa, no livro o Sasaki Kojirou não é surdo), o que é algo realmente incrível, pois naquela época qualquer tipo de deficiência era considerada uma fraqueza, porém ele rivalizava com o
Musashi, e, por seu contato com a sociedade ter sido diferente dos demais, ele tem atitudes completamente inesperadas, tão imprevisível quanto uma criança, e com um espírito livre e leve (mesmo sendo um guerreiro e tendo matado vários). Mas, mesmo assim, ele é muito inteligente, conseguindo ler e escrever normalmente, o que em é um grande feito para um surdo naqueles tempos.

Os traços de desenho de Takehico Inoue são completamente fora dos padrões de mangás. Eles lembram muito os traços de obras de arte antigas japonesas, um traçado quase pintado em algumas partes. É algo fabuloso, realmente para se apreciar, apesar de que, inicialmente, é esteticamente estranho, pelo fato de você estar acostumado com aqueles traços de mangá, como os olhos grandes, caras com constituição e face femininas, mãos delicadas, etc.

Bem, eu realmente recomendo Vagabond a vocês. É um mangá que se destaca entre os demais, tanto pelo seu conteúdo histórico, quanto pela sua história em si. Vale à pena tirar um tempinho para lê-lo, a única parte triste é que ele esta parado há algum tempo (desde final de 2010, o que na verdade é um tempinho bem grande, e não tem previsão para voltar), mas, fora isso, não tenho nenhuma crítica negativa.

Avaliação:
Ilustração: 
Narração: 
História: 
Avaliação Geral:

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