quarta-feira, 28 de março de 2012

[Resenha] Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter

Para Sempre
Kim e Krickitt Carpenter
Gênero: Documentário/Biográfico, Drama, Romance, Religioso
Editora: Novo Conceito
Páginas: 144
"A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a "Krickitt" com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava."
Eu não cheguei a ver o filme, mas o trailer me chamou muitíssimo a atenção já que sou confessa apaixonada por histórias românticas, essas bem água com açúcar mesmo, mas isso no cinema. Quando vou ler não costumo gostar desse tipo de histórias.
Mas esta era diferente, e eu queria saber o que ela me traria.
E mesmo sem ter visto o filme, sei que a história do livro é só uma base e que ela foi um bocado mudada na adaptação cinematrográfica.
O livro na verdade é um relato dos fatos e não uma história em si. Kim Carpenter conta como conheceu Krickitt, como eles apaixonaram e casaram e também, de forma detalhada, conta como um acidente de carro dois meses após o casamento quase matou a si e a sua esposa e mudou todo o rumo daquele relacionamento. Além de passar meses em um estado de coma e ter que reaprender a andar, comer, se vestir, etc. Ela se esquece de seu marido e de todo o passado dos dois juntos.
O que eu não esperava achar neste livro foi o cunho extremamente religioso. Kim fala o tempo todo de Deus. Quando eu disse "o tempo todo" eu realmente quero dizer o tempo todo, não é eufemismo.
Logo na abertura do livro, nos agradecimentos, ele fecha um agradecimento a Deus. E durante toda a narração.
Se isso fosse um romance normal eu diria que é quase algo doutrinador, mas, como é um relato, é normal que um homem religioso relate suas experiências com base naquilo que acredita, certo? Certo é. Mas é chato. O livro se torna cansativo e se você pensar que ele tem 144 páginas, isso quer dizer que em boa parte dele você tem vontade de largá-lo.
Diferente do filme, o dilema da trama é baseado no casal central, não tem a interferência de terceiros como no filme, em que outra pessoa se interessa pela esposa de Kim e já que ela não se lembra do marido, esse outro rapaz tenta conquistá-la. Na verdade, Kim nos conta como fez pra superar toda a tragédia, ajudar sua mulher e juntos decidir o que seria ou não do casamento deles.
Eu, particularmente, não gostei. Achei fraco. Mas pra quem gosta de bibliografias, livros religiosos e até auto ajuda, ou os três juntos, este é provávelmente um título muito agradável.
A capa é a mesma imagem do cartaz do filme e eu já disse inúmeras vezes que pra mim isso é feio. Eu sei que ajuda a vender, que é bom pro marketing, blablabla. Não quero saber, é feio! Com exceção para Um Dia, em que a capa da segunda edição é a mesma do filme e isso ficou lindíssimo. Mas é somente esta, pelo menos ate hoje.
O meu livro veio com a ordem das paginas toda errada da página 96 a 112. Veio algo como: 95, 98, 99, 101,102, 96, 97, e por ai vai. Isso me irritou profundamente. Em algumas partes não foi feita uma boa revisão (isso pra não falar que não teve revisão) o que dificultou ainda mais a leitura, num livro que era pra ser de extrema facilidade de leitura, já que o narrador praticamente conversa com você, então é um linguagem bem simples.
Enfim, esperava bem mais da leitura (isso não significa que tinha altas expectativas, e sim que achava que seria melhor), a revisão e o cuidado deixaram demais a desejar. E é um livro que eu não recomendo, a não ser para os gostos que já citei.

Avaliação:
Capa:
Acabamento do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 

Avaliação Geral:

2 comentários:

  1. Ah, é uma pena que você não tenha gostado tanto do livro, porque eu gostei bastante.

    Sei que ele não é como um romance estilo Nicholas Sparks, mas sei que foi um homem, sem experiência em literatura que escreveu sua própria vida. Enfim... o legal de blogs literários é que cada um tem sua opinião e adorei como você demonstrou a sua.

    Estou seguindo aqui. Beijos. Tudo Tem Refrão

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  2. Puts tive um problema similar com Julieta imortal (incrível que sempre dá estas merdas quando não gostamos do livro, ai dá mais raiva), só que comigo vieram páginas em branco, uma amiga minha escaneou e me mandou pq eu tava tão puta por ter gastado meu tempo com um livro daqueles e ainda não saber o final seria demais.
    Mas te entendo quando a não gostar do livro, ele foi uma completa decepção para mim, o filme é melhorzinho mas não é nada demais, só melhor que o filme e pronto.
    Não li até agora uma resenha de alguém que tenha amado este livro, mesmo porque ele é tão pobre, que acho que não tem como.

    Beijocas

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