terça-feira, 10 de abril de 2012

[Resenha] O Herói Perdido - Rick Riordan (Os Heróis do Olímpo #1)


O Herói Perdido
Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia
Páginas: 439
Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles: 
"Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final. E inimigos com armas às Portas da Morte afinal." 
Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar... e muito.
Acho que não é mais segredo para a ninguém a minha total paixão pela mitologia grega, certo? Então, assim que soube que a minha amada série “Percy Jackson e os Olimpianos” teria, de fato, uma espécie de continuação, fiquei muito, muito animada. Mal podia esperar para rever os bravos heróis da saga, rever os meus deuses favoritos, me surpreender com as novas aparições inteligentemente adaptadas para o mundo atual e me deslumbrar com todo o encanto mitológico criado por Rick Riordan. Porém, infelizmente, acho que me deixei levar demais pela empolgação. O livro não carrega a qualidade da série que o antecede e, sinceramente, deixou transparecer um pouco de um pensamento quase que como “meu último livro fez sucesso e eu vou tentar utilizar a mesma fórmula”.

Jason, Pipper e Leo, são três amigos que estão tentando sobreviver à enfadonha rotina a qual são submetidos no internato para “crianças difíceis” onde são obrigados a estudar. Porém, durante uma viagem de ônibus, Jason acorda sem memória alguma. Não se lembra de sua namorada, Pipper, nem de seu melhor amigo, Leo, e muito menos do que ele estava fazendo ali, naquele ônibus. Para piorar as coisas, tal acontecimento parece ativar uma espécie de interruptor para problemas. Além da falta de memória de Jason, são obrigados a enfrentar muitas outras coisas estranhas e aparentemente sem explicação alguma, como monstros mitológicos que querem matá-los, e um acampamento peculiar para pessoas como eles. Antes que chegue o fim do dia, estão metidos em uma profecia que pode levá-los à morte.

Veja bem, eu já tinha lido em algum lugar que os livros do Rick Riordan seguem o mesmo modelinho, mas eu não tinha percebido o quanto isso é claramente visível até ler esse livro. Desde o nome do protagonista que, assim como Percy, é em homenagem a algum herói mitológico, até a famosa profecia que acaba por reunir três campistas para uma missão – vamos frisar aqui que, além disso, esses três têm quase que as mesmas personalidades que o trio da primeira saga. É um pouco repetitivo e bastante previsível em alguns pontos.

Embora nesse livro o ponto forte tenha sido os mistérios e o quanto eles te consomem arduamente durante a leitura, eles acabam por se tornarem cansativos, principalmente por causa de algumas “repetições que ocorrem” em relação à série Percy Jackson. E não é só isso: outra coisa que realmente me incomodou, é a forma como tudo o que acontece é extremamente conveniente. Todos os heróis que participam da missão serão úteis em algum momento, não tendo, assim, aqueles períodos de “E agora? O que vamos fazer?”. Sempre um deles tem a habilidade certa para tirá-los da situação em que se encontram.

A narrativa é a única coisa que aparentemente mudou. Ao invés da primeira pessoa que permeou os sentimentos de Percy, em “O Herói Perdido” há uma história em terceira pessoa sendo contada cada hora por um dos três principais. É uma mudança interessante que nos permite visualizar bem os sentimentos e as ações de cada um, individualmente. Além de, de uma forma bem misteriosa – como eu disse, esse é um dos pontos fortes do livro –, você realmente não saber se o protagonista vai morrer ou não. É uma dúvida que você não tem com relação a Percy, já que é ele quem conta a história.

A edição do livro que eu recebi, ficou um pouco mal feita. Durante a minha leitura, encontrei uma série de errinhos (Não sei dizer aqui se de tradução mesmo, ou apenas de revisão) que são verdadeiramente raros se tratando de um livro da Intrínseca. E, infelizmente, tais erros quebraram um pouco o ritmo da minha leitura. Eu já estava um pouco birrenta em relação ao rumo que a história estava tomando. Então, esbarrar nesses erros acabou tornando a história um pouco mais difícil para mim.

Olha, o livro não é de todo ruim – tanto é, que minha nota o qualifica como uma leitura “boa” –. Portanto, apesar dos eventuais problemas, no fim das contas ele consegue ser uma leitura proveitosa. Posso dizer que, ao menos ele me deixou uma enorme vontade – e curiosidade! – de ler o segundo da série. 

Embora eu não tenha gostado do tema que o autor resolveu explorar nesse livro, por ser muito sem noção e WTF - não posso ir muito mais longe do que isso por risco de spoiler -, achei que a leitura em si valeu a pena. A criatividade do autor, em vários pontos da trama, chegou a me surpreender de verdade. Gostei do aparecimento de vários dos mitos que foram citados e dos respectivos pais-deuses escolhidos para os principais. Foi bem legal a forma como Riordan explorou as habilidades possuídas por eles.

Então, se eu recomendo esse livro? Sim, eu recomendo. Só alerto o leitor para que não vá com tanta sede, achando que será tão bom quanto os da série Percy Jackson e os Olimpianos

Avaliação:
Acab. do livro: 
História: 
Andamento:  
Desfecho: 

Avaliação Geral:
 

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