quarta-feira, 23 de maio de 2012

[Resenha] Cidade dos Ossos - Cassandra Clare (Os Instrumentos Mortais #1)


Cidade dos Ossos
Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural
Páginas: 459
“O primeiro “encontro” de Clary e Jace não poderia ter sido... Pior.

Ela presencia um crime cometido por Jace e outros adolescentes tatuados e equipados com chicotes brilhantes e armas pra lá de esquisitas. Ele, um nephilim – filhos de anjos com humanos – que  tem como missão caçar demônios; ela, uma mundana que não se sabe por que tem o dom da Visão... 

Mas as diferenças entre os dois não impedem que em 24 horas Clary se veja envolvida pelo mundo de Jace e dos Caçadores de Sombras; a mãe dela desaparece e a própria Clary é atacada por um demônio. Aparentemente, ela não tem a quem recorrer além de Jace. 

Mas por que um demônio estaria interessado em uma mundana como Clary? E como de uma hora para outra ela tem o dom da Visão e percebe o Mundo de Sombras? 

Todos, inclusive Clary, querem saber...”
Comprei esse livro há muito tempo (Se não me engano foi em uma sexta-feira negra, mas não faço ideia de quando ela cai.) e enrolei demais para lê-lo. Primeiramente, porque, como todo mundo só sabia falar dele, fiquei com medo de que essas expectativas acabassem atrapalhando a minha leitura. Segundo, porque a minha pilha de livros só vem aumentando desde que eu comecei o blog e isso significa que um livro que eu comprar hoje pode ser lido só daqui a uns bons meses. Não que não existam exceções xD. 

Cidade dos Ossos conta a história de Clary, uma garota aparentemente normal, que vive sozinha com a mãe desde a morte de seu pai. Porém, tal normalidade tem um prazo de validade bem próximo de expirar e, em um dia que tinha tudo para ser como qualquer outro, quando vai para uma danceteria com seu melhor amigo, Simon, Clary acaba presenciando uma cena que vai mudar para sempre toda a sua vida.

Naquele dia, Clary é testemunha de um crime e descobrir os mistérios que o envolvem pode ser mais perigoso e, ao mesmo tempo, o mais próximo da sua verdadeira identidade do que jamais esteve. Presa em um jogo cujas regras estão atreladas a um mundo de monstros e criaturas fantásticas, a menina precisa reunir todas as suas forças para se salvar da sucessão de acontecimentos estranhos que sucedem o crime e descobrir qual é a sua ligação com tudo aquilo.

A história e a narrativa são muito boas. Tenho que admitir aqui que a habilidade de Cassandra Clare para descrever é maravilhosa. Faz muito tempo que não leio um livro tão bem descrito, que me faz imaginar cada cena com uma nitidez tão impressionante e uma desenvoltura tão gostosa. E isso, atrelado a uma história muito bem bolada e fantasiosa, trouxe ao livro um encanto quase que hipnótico. Eu devorei páginas atrás de páginas como se não houvesse amanhã e só me dei por satisfeita quando, com o coração aos pulos, cheguei às últimas páginas, tensa, cheia de adrenalina e pedindo por mais.

Há um ritmo rápido desde as primeiras páginas, nas quais uma sucessão de eventos vai acontecendo, sem dar espaço para que o leitor respire ou para que o nível de adrenalina diminua. Cada vez mais você se vê tenso, tentando descobrir o que está acontecendo e como fazer para encontrar uma solução. Você entra de cabeça no livro, pensando como os personagens e se apegando a cada nova descoberta. Fiquei realmente fascinada com a habilidade da escritora de envolver o leitor na história, de fazê-lo querer sempre mais.

Sobre os personagens, Cassandra não deixou a desejar. Jace é incrível! E não só digo isso por que ele faz o tipo implicante e um pouco rude que eu tanto gosto, mas ele tem um charme que é só dele. Uma espécie de arrogância que, longe de ser ruim, o torna humano e muito, muito legal. Ele não é todo perfeitinho, embora tenha muitos traços idealizados. Entrou para a minha lista de queridinhos.

Agora, Clary é uma coisa ambígua em minha análise. Quero dizer, ela apenas parece ser independente e decidida, mas acaba passando o livro todo dependendo dos outros. E isso acaba desvalorizando ela a meu ver. Olha, eu não acredito nessa coisa de girlpower, em que uma garota avulsa, urbana e sem qualquer treinamento possa sair por ai chutando bundas sem precisar da ajuda de ninguém, como muitas pessoas acham que as protagonistas devem ser. Mas, existe um limiar bem nítido do que é uma personagem apática e sem personalidade daquilo que é uma personagem forte, decidida, mas que também precisa de ajuda. Afinal, todos nós precisamos de ajuda de vez em quando, seja homem ou mulher.

Enfim, acho que Clary pode ser taxada como uma personagem boa, sim, mas ainda falta muita coisa para ela ser “independente”, como é qualificada algumas vezes ao longo da história. Acredito que ela tenha uma personalidade bem definida, o que a exclui da categoria de personagens apáticas, mas longe dela ser completamente independente, forte e badass

Agora, você deve estar pensando, se eu gostei tanto do livro, por que não cinco estrelas?

Bem, isso é algo bem complicado. Porque, vejam bem, quando eu analiso um livro, tento me apoiar em três fatores que julgo serem cruciais para que um livro seja excelente. Depois, vou reduzindo a nota bem aos pouquinhos de acordo com alguns pormenores que por acaso possam prejudicar a compreensão e o desenvolvimento dele. E, nesse caso, encontrei dois erros de continuidade que me deixaram um pouco decepcionada (E não, não vou citá-los para poupá-los de spoilers desnecessários.). Não são erros gigantescos - aliás, duvido que muitos os notem -, mas são erros que, para mim, acabaram por deixar o livro um pouco absurdo.

Enfim, eu super aconselho a leitura de Cidade dos Ossos. É um livro maravilhoso, com um linguajar fácil, perfeitamente descrito e cheio de uma literatura envolvente. 

Avaliação:
Acabamento do livro: 
História: 
Andamento: 
Desfecho: 

Avaliação Geral:
 

2 comentários:

  1. Flávia!!
    Me conta quais foram esses dois erros de continuidade! HAHA
    Enfim, eu adoro essa série, esse não é meu livro favorito, mas a série é! AMO AMO AMO AMO! :)
    Ótima resenha! :)
    Beijos!

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    Respostas
    1. 1ª - Esse não é bem erro de continuidade, mas sim de nexo, mesmo. Porque,acredito eu, uma pessoa, por mais corajosa que seja (E a Clary não é tão corajosa assim, embora seja decidida.), se estiver em sã consciência, jamais seguiria três criminosos fortemente armados para uma sala apertada e deserta dentro de uma casa de festas! É insano! Ninguém faria isso. Chamar a polícia sim; agora, seguir os cara? Nunca.

      2ª - Quando a Dorothea ataca eles na casa de Clary, ela tenta fugir e diz para os outros que a porta deve ter sido trancada por alguma espécie de feitiço, já que não esta abrindo. Porém, quando Simon aparece para salvá-los, ele consegue abri-la sem dificuldades. Achei isso meio estranho, mas deixei passar. Pensei até em reler o livro para ver se não foi falta de atenção minha, mas deixo para outra hora.

      O livro é mesmo incrível e a série promete manter o mesmo ritmo! Assim que eu puder irei devorar A Cidade das Cinzas *_*

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